"Eu achei que o problema era eu." A frase apareceu em depoimentos repetidos por mais de mil mulheres entrevistadas em um conjunto de estudos sobre o sintoma mais silenciado da menopausa: a queda do desejo sexual.

O dado que abre a discussão é desconfortável. Segundo a Federação Brasileira de Ginecologia (Febrasgo), 72% das brasileiras no climatério relatam queixas sexuais como a queda do desejo, mas só 1 em cada 5 chega a falar disso com um médico. A maioria internaliza como falha pessoal, problema de relacionamento ou "fase da vida".

Pesquisadores que acompanham o tema discordam. A causa primária é química, não emocional. E é nesse ponto que entra uma combinação de cinco ativos naturais (feno-grego, ácido aspártico, vitamina B6, cafeína e zinco) que vem sendo estudada como alternativa para mulheres que não podem (ou não querem) recorrer a hormônios sintéticos.

"Não é uma pílula azul feminina. É um suporte nutricional que devolve à mulher o que a transição hormonal foi tirando aos poucos: energia, ânimo e vontade", afirma a ginecologista Dra. Cláudia Bertoni (CRM/SP 109.881), especialista em climatério.

Não é você. É hormônio.

Por volta dos 40 anos, os ovários começam a reduzir a produção de estrogênio e, principalmente, de testosterona. Sim, o hormônio do desejo também é produzido pelo corpo feminino, em menor quantidade. Quando ele cai, cai junto a vontade.

Gráfico mostrando o declínio do estrogênio e da testosterona dos 25 aos 60 anos
A testosterona cai cerca de 50% entre os 25 e os 60 anos, num declínio lento ligado à idade. O estrogênio oscila violentamente na perimenopausa antes de despencar. Fontes: Monash University; NAMS.

O efeito não para aí. Vem cansaço que não passa com sono, irritação sem motivo aparente, dificuldade de concentração, ressecamento. Tudo isso conversa entre si, e desliga a libido por baixo, em silêncio. "A mulher chega no consultório achando que perdeu o tesão pelo marido. Na verdade, ela perdeu o tesão pelo dia", resume a Dra. Bertoni.

Por décadas, a única saída oferecida foi a terapia de reposição hormonal (TRH). Funciona para muitas mulheres, mas tem contraindicações importantes: histórico de câncer de mama, trombose, problemas cardiovasculares. É daí que vem a busca por alternativas não-hormonais, e é nesse vácuo que a combinação dos cinco ativos ganhou espaço.

Mulher tomando suplemento na rotina diária
Suplementação contínua se tornou alternativa para mulheres que não podem ou não querem usar terapia hormonal. Foto: Divulgação/Zolve Labs

O que cada um dos cinco ativos faz

O diferencial, segundo os pesquisadores, está na combinação: cada ingrediente age em um ponto diferente da queda da libido feminina. Tomados separados, o efeito é pequeno. Juntos, somam.

  • Feno-grego: planta usada há séculos, associada ao retorno do desejo feminino em estudos com mulheres na perimenopausa.
  • Ácido aspártico: aminoácido que ajuda o corpo a produzir energia. Sem energia, não tem vontade.
  • Vitamina B6: reduz cansaço e participa do equilíbrio hormonal feminino.
  • Cafeína (dose baixa): disposição física sem o "tranco" do café puro.
  • Zinco: mineral essencial para hormônios femininos e para o humor estável.

"Isolados, o efeito é discreto. Juntos, nas doses certas, o ganho aparece em poucas semanas", explica o nutrólogo Dr. Marcos Vianna (CRM/RJ 52.117), que acompanha mulheres no climatério.

O que esperar, semana a semana

A melhora descrita nos estudos é gradual. Não acontece no primeiro dia. Os relatos seguem mais ou menos esta curva:

Semanas 1–2

Mais energia ao longo do dia.

A primeira coisa que volta é a disposição para terminar o dia em pé.

Semanas 4–6

Humor mais estável, menos irritação.

As "explosões" do dia a dia diminuem. O sono melhora junto.

A partir do 3º mês

Retorno consistente do desejo.

É a fase em que a maioria das mulheres "se reconhece de volta".

A constância é o ponto crítico. "É como atividade física: três dias não mudam nada. Noventa dias mudam tudo", resume a Dra. Bertoni.

O que a fórmula não é

Vale dizer também o que ela não faz. Não é mágica e não age na primeira dose. Não substitui acompanhamento médico em casos de menopausa com sintomas severos. Não é indicada para gestantes, lactantes ou mulheres com hipertensão não controlada (por causa da cafeína). E não funciona se a mulher tomar uma semana e parar: os estudos avaliam ciclos de no mínimo 90 dias.

Onde a fórmula está disponível no Brasil

No mercado brasileiro, a combinação dos cinco ativos chegou às prateleiras sob o nome Meno Aliv Intense, fabricado pela Zolve Labs, a mesma empresa por trás da linha Meno Aliv, hoje líder em vendas no segmento de TPM e menopausa em farmácias e e-commerce.

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"Eu voltei a me reconhecer"

Nos depoimentos colhidos pelos pesquisadores, uma frase se repete: "voltei a me reconhecer". Regina S., 52, professora aposentada de São Paulo, conta: "Eu achei que tinha apagado. Que a partir dali era assim. Quando a vontade voltou, voltou junto a confiança em mim mesma."

Marta L., 47, empresária, descreveu o efeito sobre o cotidiano: "Eu não esperava virar outra pessoa. Esperava conseguir terminar o dia sem chorar de cansaço. E foi isso que aconteceu. O resto veio junto."

Conclusão

Para a comunidade ginecológica, a combinação dos cinco ativos representa uma frente promissora de suporte nutricional ao climatério, especialmente para mulheres que não podem ou não querem recorrer a hormônios. Não substitui acompanhamento médico. Mas, com uso contínuo, devolve a milhares de mulheres algo que a menopausa costuma levar embora em silêncio: a vontade.

* Conteúdo informativo. Não substitui orientação médica. Resultados podem variar. Suplemento alimentar. Sem glúten.